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Em meio às páginas de mundos encantados e tramas mágicas, as plantas desempenham um papel fundamental, trazendo curas e encantamentos para os personagens. No universo literário, especialmente em obras de fantasia envolvendo um universo fantástico, as plantas, muitas vezes comuns para nós, meros mortais, ganham um papel de destaque, revelando-se essenciais para o desenrolar das tramas.

Como Bióloga de formação, confesso que sempre fiquei encantada com as aulas de Botânica. Na maior parte do tempo não prestamos atenção em como o reino vegetal é complexo e cheio de “segredinhos”. Cabe aos mais perspicazes e detalhistas a tarefa, não tão árdua, de desvendá-lo. As plantas corriqueiras que compartilham nosso entorno podem desempenhar um papel notável, tanto na medicina tradicional, na alimentação, e também para fins não muito nobres. Em se tratando de plantas, existe uma regra de ouro: tudo depende da dose!

Plantinhas Famosas

Quem não lembra das aulas de herbologia do Harry Potter, a mandrágora com jeitinho de bebê chorão. A planta realmente possui raízes com um formato antropomórfico. A autora não precisou ser muito original, pois na Europa o uso da mandrágora remonta a séculos, sendo famosa por ter propriedades medicinais, com alegações afrodisíacas, alucinógenas, analgésicas, narcóticas, sedativas e purgantes. No entanto, a Mandrágora é muito tóxica e jamais deve ser cultivada em casa sob o risco de envenenamento de pets e crianças.

Representação da mandrágora em um manuscrito medieval
Representação de um Mandrágora em um manuscrito medieval.

E que tal a erva-do-rei, a famosa Athelas, de O Senhor dos Anéis? A plantinha determinou toda a história! Literalmente! Se não houvesse a tal erva, Frodo provavelmente teria morrido de seu ferimento causado por um espectro no Topo do Vento, a empreitada teria fracassado e fim da história. A Athelas não é uma planta real, mas, graças ao detalhismo descritivo de Tolkien, podemos traçar um paralelo com uma planta não muito famosa entre nós, que possui características muito próximas, como o hábitat, a forma como cresce, o odor, e obviamente suas propriedades medicinais. Essa planta seria o confrei. Assim como na história, o confrei não deve ser ingerido, mas sim, usado em forma de compressas para tratar ferimentos na pele.

Em “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, a personagem Elizabeth Bennet menciona o uso de infusões de camomila para acalmar os nervos e aliviar o estresse, destacando o conhecimento sobre as propriedades medicinais das plantas na época. No livro “Anne of Green Gables” por Lucy Maud Montgomery, a protagonista Anne Shirley menciona o uso de raiz de gengibre para fazer um remédio caseiro para dor de estômago. Esses exemplos ilustram como as plantas são incorporadas de maneiras diversas na literatura, refletindo tanto o conhecimento popular quanto a importância cultural e simbólica que atribuímos a elas.

Herbário de Plantas Medicinais

Todos nós temos alguma experiência pessoal com plantas medicinais, seja, o chazinho mágico que a nossa avó costumava oferecer quando estávamos com algum mal estar, ou pelas nossas próprias experiências no cultivo de ervas, em grandes ou pequenos espaços. Por que não compilar esses conhecimentos em um herbário? Pra quem não sabe, herbários são coleções de plantas secas e prensadas. Essas coleções têm o objetivo de documentar e preservar a diversidade botânica de uma determinada área. Geralmente, os herbários consistem em exemplares de plantas que foram coletados, identificados, prensados e secos, e então montados em folhas de papel de herbário, onde são rotulados com informações relevantes, como nome científico, local e data de coleta, habitat e nome do coletor.

Criar um guia de referência/herbário de plantas medicinais em um caderno, pode ser uma jornada enriquecedora que combina aprendizado prático e imersão na natureza. Você pode começar identificando plantas medicinais em seu ambiente local, registrando seus nomes botânicos e comuns, características distintivas e usos medicinais conhecidos. Ao coletar amostras, pratique técnicas de prensagem para preservar as plantas de forma duradoura. Organize seu guia de referência de maneira clara e sistemática, dedicando seções individuais a cada planta, e inclua ilustrações detalhadas, notas sobre identificação e precauções de uso.

Caderno de plantas Medicinais

Caderno para herbário de plantas medicinais com lavandas naturais na capa.

À medida que seu herbário ganha forma, ele pode se tornar uma valiosa ferramenta de aprendizado e consulta para você e até mesmo para seus descendentes. Anote informações detalhadas sobre a preparação de remédios à base de plantas, doses recomendadas e possíveis efeitos colaterais. Ao compartilhar seu conhecimento e experiência, você não apenas enriquece seu próprio entendimento sobre as plantas medicinais, mas também contribui para a preservação e promoção dessas práticas tradicionais de cura.

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